quarta-feira, 22 de agosto de 2007

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

não vê nada, não ouve nada e... quando fala, só fala m....


O descaso com Congonhas foi motivado pelo fato de Lula estar sempre preocupado com Viracopos.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

DIREITOS HUMANOS NÃO FORAM CRIADOS PARA BANDIDOS.

CARTA ENVIADA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE EM SÃO PAULO.

Hoje vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, demagógicamente denominando de menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho,das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação, contam com o apoio de comissões, pastorais, órgãos e entidades de defesa de direitoshumanos.Eu também sou mãe e bem posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro.Enorme é a distância que me separa do meu filho.Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu companheiro, que desempenha importante papel de amigo e conselheiro espiritual. Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma videolocadora, onde ele, meu filho,trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite. No próximo domingo, quando você estiver se abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo... Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa,pode ficar tranqüila, viu? Que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.
Circule este manifesto! Talvez a gente consiga acabar com esta inversão de valores que assola o Brasil!

DIREITOS HUMANOS SÃO PARA HUMANOS DIREITOS!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Títulos de filmes no Nordeste


TÍTULOS DOS FILMES NO NORDESTE.......
Uma Linda Mulher - "A Caboca Aprumada"
O Poderoso Chefão - "O Coroné Arretado"
O Exorcista - "Arredadô de Capeta!"
Os Sete Samurais - "Os Jagunço de Zóio Rasgado"
Querida, Encolhi as Crianças - "Muié, ó o Tamanhim dos Bichim!"
Godzila - "O Calangão"
Os Brutos Também Amam - "Os Vaquero Baitola"
Ases Indomáveis - "motôristas do Cão"
Sansão e Dalila - "O Cabeludo e a Quenga"
O Baile Perfumado - "Rastapé Cheroso"
Perfume de Mulher - "Cherim de Caboca"
Tora, Tora, Tora! - "Oxente, Oxente, Oxente!
"Mamãe Faz Cem Anos - "Deu a gota! A veinha Num Morre Mais!"
Guerra nas Estrelas - "Arranca-Rabo no Céu"
Viagem ao Fundo do Mar - "A jangada afundô"
O Último dos Moicanos - "O Derradeiro Bugre com Cabelo Espetado"
A Nau dos Insetos - "A Canoa dos Doidim"
Um Peixe Chamado Wanda - "Lambari cum Nome de Muié"
A dama de vermelho - “A quenga de encarnado”
Os dez mandamentos - “As ordi do coroné”
Rede de Intrigas - "Balaio de Fuxico"
Noviça Rebelde - "A Beata Encrenquera"
O Corcunda de Notre Dame - "O Monstrim da Igreja Grande"
O Fim dos Dias - "Nóis Tamo é Lascado!"
Duelo ao Sol - "Sururu no Pingo do Mêi dia"
Invasão de Privacidade - "O Intromitido"
Titanic - "A Canoa Furô"
Um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita - "Um Cabra Pai D`Égua de Quem Ninguém Disconfia"
Os Filhos do Silêncio - "Os Fi do Mudim"
O Pecado Mora ao Lado - "No Oitão do Cabaré"
Caçadores da Arca Perdida - "Procurando o Balaio que Sumiu"
A Bela e a Fera - "A bunita e o lubisômi"
A Pantera Cor-de-Rosa - "A Onça Viada"
Todos em cartaz.

domingo, 12 de agosto de 2007

sábado, 11 de agosto de 2007

História de um palhaço

No mundo do faz de conta,
E o rei do riso, da alegria,
Da ilusão, traquinagem e fantasia.


Nariz vermelho, cara pintada,
Roupa colorida e folgada,
Assim e o ídolo da garotada.

Eu, porém, que já conheço,
Dessa vida as asperezas, os tropeços,
Observo com atenção uma cena inusitada:

Uma lágrima escorrer meio que escondida,
Devagar, trêmula, cristalina, incolor,
No rosto daquele ser que vive alegrando a vida.

E, a platéia sem perceber, aplaudia com grande fervor,
Achando tudo aquilo estranho, fiquei pensativo,
Qual a causa de estar acontecendo aquilo, o motivo ?

Seria uma lágrima de alegria ?
Seria talvez, uma lágrima de desamor ?
Seria por acaso, uma lágrima de dor ?

Não, não poderia ser de alegria,
Pois o texto ele conhecia e repetia,
Já a vários anos, dia após dia.

De desamor, com certeza também não,
Ele tinha uma grande paixão,
Uma filhinha, uma flor em botão.

Restava portanto, a lágrima de dor,
Nesse instante ele ficou sério, parou,
Pediu licença a platéia e dolente falou:

- “Distinto e respeitável público,
Desculpe-me, mas não posso continuar,
Neste instante sinto-me culpado,púdico.

Um anjo todos os dias estava a me assistir,
Na primeira fila, palmas batia sem parar,
Mas a partir de hoje, nunca mais estará aqui.

Pouco antes do espetáculo começar,
Talvez, não mais querendo vê-la sofrer,
O mal que a acometia, achou de sua vida tirar.

Eu, por me preparar pra começar a trabalhar,
Não pude com ela os últimos instantes estar,
Pois sabia que o espetáculo não podia parar.

Tinha uma obrigação, um dever,
Só depois das luzes apagarem, tudo terminar,
Poderia eu chegar junto e dolente chorar.

Senhora e senhores, meus prezados,
A dor que ora sinto, não me deixa continuar,
Nenhum de vocês pode mensurar o meu sofrer.

Como pai, no momento, estou arrasado,
Espero ao menos que entendam o meu estado,
O motivo de não dar continuidade, ter parado.

Peço que me deixem ir para junto dela,
Pois a única coisa que agora posso fazer por ele,
E rezar e derramar meu pranto solitário, calado.

A platéia, pela primeira vez, não aplaudiu,
Aquele grande palhaço que ate então surgiu,
Junto com ele chorou, chorou...E silenciosamente partiu.

- Lusivan Suna

Orgulho de Ser Nordestino

Por Felipe Camarão, exemplo de patriotismo e valentia,
Pelo índio que lutou, mas não se submeteu a serventia,
Por Zumbi, que deu liberdade aos negros no Quilombo,
Pelos escravos, que produziam riquezas sem escambo.

Por Henrique Dias e Fernandes Vieira, que nossa historia forjaram,
Pelos que nos montes dos Guararapes lutaram... Tombaram,
Por Vidal de Negreiros, alma da Insurreicão Pernambucana,
Pelo que fizeram em Tejucupapo as Marias, Severinas, Joanas...

Por Frei Caneca, que tinha nossa liberdade nas veias,
Pelo que fez o fantástico Delmiro Gouveia,
Por Francisco Sabino, líder e mártir da Sabinada,
Pelo ideal de Manoel dos Anjos, herói da Balaiada.

Por Rui Barbosa, gënio verbal que o tempo trespassa,
Pelo que Assis Chateaubriand demonstrou de raça,
Por Jose de Alencar, que obras primas na literatura deixou,
Pelo que Gilberto Freire a posteridade legou.

Por Oliveira Lima, nosso maior historiador,
Pelo Jorge Amado que nossa cultura tão bem registrou,
Por Epitácio Pessoa, grande político, orador e jurista,
Pelo que Foi Joaquim Nabuco, em prol da causa abolicionista.

Por Castro Alves, voz e alma do abolicionismo,
Pelo que foi João Cabral de Melo Neto, modelo de lirismo,
Por irmã Dulce, imaculada Santa da pobreza,
Pelo exemplo ímpar de ideal do Gregório Bezerra.

Por Manoel Borba, modelo exemplar de probidade,
Pelo que Maria Quitéria demonstrou de nacionalidade,
Por Augusto dos Anjos, descante do nosso interior,
Pelo sonho de criação da Confederação do Equador.

Por Nelson Ferreira, catedrático da nossa música,
Pelo que fez Capiba, cantando nossa gente de forma única,
Por nosso cotidiano, tão bem retratado pelo Manoel Bandeira,
Pelo expoente maior do nosso teatro, Valdemar de Oliveira.

Por ter transformado o barro em arte, Mestre Vitalino,
Pelo cabra macho que foi Lampião, Capitão Virgulino,
Por Canudos, Antonio Conselheiro e sua saga,
Pelos baiões, forrós e xotes, de Luis (Lua) Gonzaga.

Por Padim Ciço, que levou a fé do litoral ao sertão,
Pelo empenho de D. Helder em prol dos irmãos.
Por Patativa do Assaré, tirando do nosso sofrer belas cantigas
Pelo vaqueiro, que busca a rês com coragem na caatinga.

Por todo sertanejo, que é entes de tudo um forte,
Pelo jangadeiro, que enfrenta o mar, não teme a morte,
Por nossos causos, lendas, litoral, sertão e mata,
Pelo belo de nossas mulheres, loiras, negras e mulatas.

Por toda história e altivez de nossa gente,
Pelos que sonham com o Nordeste independente,
Por todos os exemplos supra, é que desde menino,
Pelo que aprendi e vejo, tenho orgulho de ser nordestino.


- Lusivan Suna